Entrevista para a Music Circle 07/06/2013.
Aquela parecia mais uma tarde normal de quinta feira no Central Park, mal sabia eu que a minha visão sobre o mundo pop e como alguns artistas se comportam nele, mudaria de uma vez por todas. A entrevista com Mad Hatter, Max Barskih pros íntimos, me fez ver além do que nós vemos nos shows, clipes e gravações. Me deu uma visão do que também acontece detrás dos holofotes.
O cantor foi bem preciso e peculiar na escolha da entrevista. Foi ali onde ele leu pela primeira vez “Kobe In Wonderland”, livro que mudaria sua vida para sempre, e que seria parte primordial de sua carreira. Foi ali onde toda a mágica começou.
- Bom Mad, como foi o começo da sua carreira? E em relação ao público, você foi bem recebido?
Nada no começo é fácil, acredito que para ninguém é fácil - respondia Max, enquanto arrumava a Burqa que utilizava desde o momento em que chegara ao local -, especialmente quando não tem um certo apoio, ajuda ou mesmo certas noções, mas com o tempo as pessoas certas entram na sua vida, os caminhos certos a serem percorridos vão aparecendo, e então tudo começa a melhorar e acontecer de maneira única.
Você deve todo o seu sucesso a quem?
Tive ótimos amigos ao longo do tempo, amigos como Lieke Amor, Ayumi Hamasaki e Jamie Moreiras, que me ajudaram bastante, e até hoje me ajudam, quando você é novo e não sabe exatamente como agir pode fazer as escolhas erradas, é sempre bom ter alguém que possa te ajudar.
Max olhou para os lados e chamou com um gesto da mão três assessores, os quais vieram correndo e o rodearam por uma cortina, enquanto o silêncio ao redor permanecia reinar, Max se mantinha lá dentro, mais de meia hora depois ele sai de dentro do pequeno camarim improvisado trajando uma roupa super colorida, óculos redondos grandes e sapatos roxos com saltos (ao estilo disco dancer).
Eu soube que você ajudou algumas pessoas que hoje em dia já são tão famosas quanto você, uma delas é a Madame Black. Qual a relação de vocês?
Ah... A Madam é uma pessoa maravilhosa, única. De vez em quando temos umas ideias parecidas e até brinco “um dia alguém me falou que grandes mentes pensam iguais”, no fim rimos juntos. Sabe, é algo que vai além de fama, é amizade mesmo, trocamos ideias, dicas, nos apoiamos e incentivamos um ao outro. Eu realmente gosto dela. - O seu ar relaxado e com plena calma demonstrava a sua sinceridade diante do assunto.
Logo após a resposta do Max, uma senhora reconheceu o cantor e passamos por um dos momentos mais engraçados da entrevista. Ela simplesmente surtou, estava tão atônita quanto as fãs mais jovens. É legal ver artistas que conseguem cativar todo o tipo de público, sem dúvida alguma foi um momento especial em meio a entrevista. Logo depois prossegui.
Quem são seus amigos no atual mundo pop? Há alguem que você não gosta?
Conheci várias pessoas interessantes, fiz bastante amigos nos últimos anos, poderia citar, como já dito aqui, a Madame Black, mas também tem a Charmr, o Jeff Brandon, a Lana Burke, a Lady Porcelain... Hum... Existem mais, talve quem sabe até a Jurema? - Ele falou o último nome rindo -, bem, vai saber, dizem que todo ódio é acompanhado por um amor que é simplesmente compreendido da maneira errada, então... Obrigado por me amar, Jurema! - Continou Max, agora com um sorriso maroto nos lábios -, tenho mais amigos, quem está do meu lado sabe, e quanto aos que não são... Apenas ignoro a existência, redutivos.
Max caminhou novamente em direção a cortina, onde anteriormente ele havia trocado de roupa, onde entrou e sumiu por mais vinte minutos, saindo de lá desta vez trajando uma calça folgada branca e um adorno de rosas brancas em torno da cabeça.
Eu queria enrolar até chegar aqui, mas esse momento é inevitável. Todos clamam por notícias do que vêm por aí. O que você anda fazendo e o que há de novo para nós? O que podemos esperar de sua nova era?
Não sei exatamente o que posso dizer sobre essa era, mas eu sei que estou dando o meu melhor por ela. Ela é algo que eu tinha vontade de fazer a muito tempo... Bem, meu primeiro single será um feat, porém um feat. diferente... Acho que a era em si será uma mistura.
Falando do que vem por aí, agora eu queria fazer o inverso, o que mais te marcou na sua carreira, qual foi o momento mais importante?
Acho que várias coisas me marcaram, o primeiro single, que me rendeu dinheiro para fazer uma tour mundial... Terminar uma tour mundial, o primeiro single que vende 500 mil cópias, o primeiro show com sold out... O primeiro single a vender mais de um milhão de cópias... Sabe, é tanta coisa que é difícil escolher apenas um momento, são vários.
Depois dessa pergunta, Max se levantou e eu fui o seguindo. Até que paramos ali na frente do lago, cheio de pássaros. O cantor parecia não estar ali, sua alma estava distante. Até que ele volta a si e me responde:
Mas acho que o momento mais importante é sempre o agora.
Mudando um pouco o papo, decidi levar as coisas pro lado pessoal.
E a vida amorosa, como vai?
Estou casado, obrigado. - Respondeu sem muitos detalhes, ainda olhando para o lago, mas logo se afastou novamente e caminhou para dentro da cortina, onde permaneceu por mais vinte minutos, saindo do logal depois trajando uma calça branca, descalço e com um adorno feito de rosas brancas em torno da sua cabeça.
E em relação ao que você faz, a mídia em si cai muito em cima de você no que diz aparecer. Muitos críticos por aí dizem que você faz de tudo pra estar em alta, mas que não tem conceito algum. Qual o objetivo do ser Mad Hatter?
Eu crio ideias, histórias, faço algo que costumo chamar de opera pop, o meu show é algo além de estar apenas em cima de um palco, é arte. Meus albuns, shows, contam histórias. Algumas pessoas simplesmente não sabem o que falam. Quando não se tem a capacidade de fazer algo de diferente, apenas me perguntam o que eu fumo para criar. - Max estava sério. Olhou ao redor, rapidamente para a sua equipe e voltou a encarar o entrevistador, ainda em silêncio, pensativo -, eu sou a junção de sonhos e pesadelos, alguns podem até dizer que sou uma mentira, mas me torno real diariamente, cada dia mais, alguém que luta e que acredita no que faz. Eu sou aquilo que alguns querem ser, mas têm medo. Eu sou o sonho, o pesadelo, transcendendo o imaginário e navegando por águas desconhecidas.
Chegamos aquela parte em que você responde perguntas sobre quem você prefere. Vamos la:
Liga da Injustiça ou Blue Pirate?
Qual deles tem uma canção intitulada de “sou um nerde com um cachorro” mesmo? Adorei a criatividade - mais uma vez um sorriso malicioso brotava nos lábios do Max enquanto ele encarava o entrevistador.
Jeff Brandon ou Teclapper?
Jaff Brandon, sem dúvidas.
Charmr ou Madame Black?
Difícil, são duas artistas únicas, com talento incrível... Acho que um pouco de cada uma, 50% para cada?
Black Hearts ou Two Worlds?
Hum... Próximo.
Eric Mark ou Lana Burke?
Lana Burke, ela não é do tipo que fica com inveja dos outros, ela simplesmente luta pelo que é dela, gosto disso.
Por último, mas não menos importante. Você pode nos dizer algo exclusivo? Os fãs estão atônitos por novas.
CINESE. 25 de junho. A. J. Esse album será composto por dois discos, o primeiro, uma história, o segundo, músicas que de certa forma completam, mas que não estão, nescessariamente ligadas, que não continuam o que a outra falou, digamos.
“Eu sou assim e se você não gosta da minha atitude, você pode ir se danar. Mad as Max.”
Bom, é isso. Esse foi o Mad Hatter, de um jeito que você nunca viu.

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