Para nós, o álbum foi lido de uma maneira
individual e como um todo. Como todo, ele fala sobre a criação da arte,
sobre ser uma pessoa do entretenimento, estar no palco e viver para
isso. Lendo um pouco mais sobre cada música individualmente é possivel
compreender melhor esse sentido.
ARS VERA
Gestation Of a Dream
The Touch Of Art
Lights Go On Again
Mise-en-scéne
Gestures
Ars Vera
Metamorphosis
Clowns
Masterpiece
Les Couleurs De Mon Âme
Euthanasia (Epilogue)
Cheer and Scream
GESTATION OF A DREAM, ou GOD, como foi chamada durante a criação do álbum, fala sobre o ato de criar algo, de gerar, sendo uma ideia, ou mesmo de gerar a vida. Somos os deuses das nossas criações. Existe um pouco de Deus dentro de cada um de nós. Sendo o ato de estar grávida de um álbum, ou estar esperando o momento de dar a luz a uma criança. Uma obra de arte pode ser considerada uma filha do seu criador, o criador. Fala sobre o ato de preparar e idealizar um sonho.
THE TOUCH OF ART, o momento no qual a sua criação respira pela primeira vez, aquele momento em que ela ganha vida. Mais o que tem o toque da arte? A vida tem o toque da arte? Você tem um toque artístico? Eu? É por esse toque para fora, expor ao mundo pela primeira vez a sua arte. Dar vida a ela.
LIGHTS GO ON AGAIN fala sobre estar no palco novamente, o momento em que a cortina se abre e tudo começa, sobre a sensação de estar começando um novo show, mostrando ao seus fãs tudo o que fez. O friozinho na barriga, a emoção, o carinho. Estar de volta aos palcos é sempre mágico.
MISE-EN-SCENE fala sobre atuar, sobre estar no palco dando vida a um personagem. Por fim, sempre que tem alguém perto de nós, sempre atuamos um pouco, de uma forma, ou de outra, nunca é a mesma coisa de quando estamos 100% a sós. No palco somos uma bagunça, podemos ser personagens, reais, misturar tudo, estamos em cena.
GESTURES nos compara com as máquinas, exatamente por isso, os gestos e o ato de pensar é o que nos separa das máquinas, pensamos, logo, gesticulamos. Os gestos nos fazem únicos. Demonstramos sentimentos, mentimos com eles, nos entregamos em uma mentira. Gestos, detalhes. Cuidar de cada mínimo detalhe.
ARSVERA. A música que dá nome ao álbum fala sobre a arte na sua verdadeira forma, na sua essência. A “verdadeira arte” seria o que, exatamente? A arte do entretenimento, a arte de viver, a arte de amar, artes… Ars Vera fala exatamente sobre as artes, a verdadeira arte em sua essência.
METAMORPHOSIS fala sobre as pessoas e a habilidade de se transformar, sobre mudar. Sobre os artistas e como se reinventam, como mutam. A arte de se reinventar e estar em constante transformação.
CLOWNS. Palhaços vivem pelo sorriso. Afinal, nunca sabemos se um palhaço está triste, bem, mal, ele apenas te fará sorrir e dará o seu melhor, o que sente por trás da pintura não é algo que mostrará muito, ele apenas está ali, e o seu trabalho será cumprido. Os palhaços são felizes?
MASTERPIECE é o nome inicial do projeto “ARSVERA”, mas parecia algo muito pretensioso chamar um album de obra-prima, o nome da música “Ars Vera” caiu como uma luva. A música fala sobre o amor pela obra, por ser a obra-prima, sobre originalidade. Sobre ser uma obra-prima.
LES COULEURS DE MON AME é uma espécie de continuação da música “ABHA MANDAL” do álbum antecessor, “MHB”, fala sobre por as cores do que sente no seu trabalho. Sobre as cores que a sua alma pode ter. Como pintar o seu “verdadeiro eu” na sua arte.
EUTHANASIA (EPILOGUE), a hora do adeus. O “capitulo final”, como o próprio título diz. Saber a hora de deixar morrer, e por fim, morrer. Tudo tem o seu começo, meio e fim. Seja a vida, ou mesmo um álbum, ou como é chamado por alguns, uma “era”. O capítulo final fala sobre a hora do adeus.
CHEER AND SCREAM é o bis do álbum. A hora de voltar ao palco para tocar mais uma música em agradecimento ao carinho dos fãs. A música fala sobre viver por isso, por esse momento, o momento no qual as luzes se apagam e os aplausos e gritos levam o artista a melhor sensação e todas, a de dever cumprido. “Eu posso sentir o meu coração batendo nas suas mãos, a minha aura e a sua se encontrando nessa dança” diz a introdução da música. A faixa é uma espécie de bônus track e tenta remeter também a voltar ao palco.
De modo geral, vendo como um todo, o álbum fala sobre preparar um álbum, dar o seu melhor, por toda a sua criatividade, der vida a ele, cuidar, divulgar, entrar em contato com os fãs através dele. Por fim deixar ele morrer e ser aplaudido ao fim de cada álbum. Em suma, o álbum é uma celebração a vida e a arte do entretenimento, uma homenagem a todas as mentes criativas e artísticas. Todos que fazem da sua arte uma Ars Vera.
Nenhum comentário:
Postar um comentário